Astrônomos descobrem 'Super Terra' e pode ser a comprovação de vida extraterrestre

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A Nasa anunciou nesta quarta-feira (19/4) um novo planeta externo ao Sistema Solar, o chamado exoplaneta, que tem probabilidade de abrigar vida. Dificilmente poderíamos esperar um alvo melhor para realizar uma das maiores buscas da ciência: "evidências de vida fora da Terra", afirmou Jason.

De acordo com outro integrante da equipe de pesquisadores, Nicola Astudillo-Defru, do Observatório de Genebra, na Suíça, a estrela anã vermelha LHS 1140 gira mais lentamente e emite menos radiação de alta energia que outras estrelas semelhantes. O método é complementar e permite estimar a massa dos planetas, mas não seu diâmetro.

A equipa vai agora usar o Telescópio Espacial Hubble para determinar com precisão a quantidade de radiação que atinge o LHS 1140b, o que vai permitir definir com maior exatidão os limites de habitabilidade do planeta.

O resultado da investigação que levou à descoberta do LHS 1140b é publicado hoje na revista Nature e o novo exoplaneta foi detetado através do Projecto MEarth, que monitoriza estrelas anãs à procura de exoplanetas.

Mas a descoberta veio a ser confirmada pelo espectrógrafo HARPS instalado num dos telescópios que o Observatório Europeu do Sul (ESO, sigla em inglês, que tem 16 países-membros, incluindo em Portugal) tem em La Silla, no Chile. O novo planeta, porém, é muito denso - com massa 6,6 vezes maior que a da Terra -, o que indica que é um planeta rochoso. "Com dados da massa e do diâmetro, a equipa calculou a densidade do planeta, determinando que este será uma super-Terra", refere um comunicado IA. Dos milhares de exoplanetas detectados até agora, apenas algumas dezenas se encontram, como o LHS 1140b, em uma zona habitável.

A órbita do planeta é vista praticamente de perfil aqui da Terra e os cientistas são capazes de analisar detalhes de sua composição quando ele passa em frente à LHS1140, bloqueando um pouco de sua luz, o que acontece a cada 25 dias.

Suspeita-se que o seu grande tamanho seja pela existência passada de um magma fervente em sua superfície por milhões de anos. Eles deduzem que o exoplaneta é provavelmente feito de rocha com um núcleo de ferro.

A juventude da estrela LHS 1140 também é descrita no artigo, no qual se diz que já foi mais luminosa e que libertou mais radiação ultravioleta, o que pode ter danificado a atmosfera da super-Terra, que ainda não foi estudada. Ainda assim, se tiver uma atmosfera e ela produzir um efeito estufa potente o suficiente, o exoplaneta pode ser quente o bastante para que a água que eventualmente exista nele possa ficar em estado líquido na sua superfície.

A descoberta de exoplanetas, alguns classificados como Super Terra, tem animado alguns dos principais momentos de comunicação científica dos últimos meses, culminando com a divulgação em fevereiro da descoberta de sete planetas semelhantes à terra em constelações "vizinhas". Essas condições colocam o planeta na "zona habitável" do sistema LHS 1140. "Tem sido um ano marcante para a descoberta de exoplanetas".

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