Em forte queda, bolsa suspende negociações por 20 minutos

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Às 10h22 (horário de Brasília), o Ibovespa despencava 10,47%, a 60.470 pontos, acionando o mecanismo de "circuit break", com os investidores já precificando os maiores riscos de queda do peemedebista e subsequente suspensão na tramitação da agenda.

O mercado reage às notícias de que o presidente Michel Temer teria sido gravado dando aval à compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMBD-RJ), preso na Lava Jato. Apenas depois da segunda intervenção do Banco Central, os preços desaceleraram um pouco, de acordo com agentes de câmbio.

As quedas foram tão fortes que foi acionado o circuit breaker - um mecanismo que suspende a negociação por 30 minutos no caso de movimento bruscos no mercado. Depois, novas interrupções ocorreram na crise cambial brasileira, em 1999, quando em 13 e 14 de janeiro o circuit breaker voltou a ser acionado. Depois da retomada do pregão, se a queda persistir, os negócios são novamente interrompidos quando a baixa chega a 15%.

- se o Ibovespa atingir o limite de baixa de 10% (em comparação ao dia anterior), os negócios serão interrompidos por meia hora.

Ao longo de uma manhã muito tumultuada, não houve um momento (até as 12h22) em que 100% das ações que compõem a carteira do Índice Bovespa estavam sendo negociadas. Ao cair 10,02% e marcar o limite de pontuação mínima (aos 61.180 pontos), o contrato parou de ser negociado, atendendo às regras do segmento na B3.

Segundo Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, o que mais se lamenta é que as reformas vão ficar paradas.

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