Frigoríficos e servidores do Mapa são alvo da Operação Lucas

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De acordo com a polícia, o nome da operação faz referência a uma passagem bíblica do evangelho de Lucas, em que o evangelista diz que não se deve pedir mais do que é ordenado. A prisão temporária dos quatro envolvidos foi mantida pelo Juiz Federal João Paulo Abe.

Foram presos em Palmas: Adriana Feitosa, o atual marido Humphrey Teixeira dos Santos e o ex-marido, Djalma Luís.

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A Justiça Federal também determinou o bloqueio de contas bancárias e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis que somam R$ 2,2 milhões. Um dos filhos da chefe de fiscalização do Mapa teria a faculdade de medicina sendo paga pelo esquema, conforme a PF.

A Operação Lucas acontece no mesmo momento em que o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PP-MT), está em missão no exterior para dirimir a desconfiança internacional em relação à carne brasileira. Outras três audiências devem ser feitas nesta quarta-feira (17).

A defesa de Adriana acompanha o depoimento dela na sede da PF. O advogado de Luiz Fernando Floresta Feitosa disse que o cliente dele está sendo ouvido pela PF e que ele ainda está se inteirando dos fatos. O funcionário da Adapec Dawes Rodrigues, também citado nas investigações, também não nos atendeu.

A Cooperfrigu ressalta que sempre teve bom relacionamento com o MAPA, por meio de seus representantes legais, e nunca se envolveu em casos ilícitos. O frigorífico Frango Norte não se posicionou sobre o caso.

A reportagem entrou em contato com os números de telefone registrados na ficha cadastral da empresa Laticínio Fortaleza na Receita Federal.

Já a Operação Fugu visa ao desmantelamento de grupo com atuação na Superintendência do Ministério da Agricultura em Santa Catarina. A Masterboi reafirma que, em seus 16 anos de existência, sempre pautou suas atividades no respeito à legislação e aos seus consumidores, repudiando qualquer tipo de ato ilícito. Eles devem discutir possíveis novas ações da corporação junto ao Ministério da Agricultura. Os envolvidos serão afastados imediatamente das funções e serão submetidos à processo administrativo que poderá terminar com a exoneração dos cargos públicos. "Após a Operação Carne Fraca aumentamos o rigor nas apurações internas", escreveu ministro. Conforme a PF, ela é suspeita de receber dinheiro de empresas. Os investigados podem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva.

Uma das empresas alvos da PF, a A Cooperativa dos Produtores de Carne e Derivados de Gurupi (Cooperfrigu) divulgou nota sobre o tema.

De acordo com a assessoria da PF, a investigação teve início a partir da denúncia de que frigoríficos e empresas de laticínios fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura teriam sido favorecidas em processos administrativos, "por meio do retardamento na tramitação e anulação de multas".

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