"O incêndio teve origem em mão criminosa" — Marta Soares

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O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, e foi dado como dominado na tarde de hoje provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos.

"Com isto que aconteceu nada pode ser como antes", disse perentório Jaime Marta Soares, adiantando que a Liga dos Bombeiros vai exigir uma análise detalhada sobre o caso para perceber o que falhou.

"Agradecemos do fundo do coração mas não recolham mais alimentos para entrega enquanto não houver uma nova comunicação da Liga dos Bombeiros Portuguese, caso volte a haver necessidade", disse Jaime Marta Soares.

Antes de ter feito estas declarações à SIC Notícias, Marta Soares já havia dito aos microfones da TSF que acredita que "o incêndio teve origem em mão criminosa".

"Tenho um profundo respeito pelas forças de segurança".

"Têm de ser tomadas atitudes/leis que vão custar muito". Muitas vezes, em cima do acontecimento, ainda não se tem os pormenores todos.

A versão de Soares é diferente da apresentada pela Polícia Judiciária (PJ). Também já estive em muitos incêndios onde os raios caíram após o começo do fogo.

O número de feridos devido ao incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande aumentou para 135, entre os quais 121 civis, 12 bombeiros e um militar da GNR, revelou à Lusa o presidente do INEM, Luís Meira. As investigações estão ainda a decorrer, mas fonte da PJ disse ao semanário que não foi detetada a "intervenção dolosa de terceiros". "Quero é saudar essa iniciativa da Polícia Judiciária". "Tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais".

O fogo começou em Escalos Fundeiros, e alastrou depois a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria.

O antigo presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares salientou que os problemas da floresta estão a montante e que não se trata de "pôr em causa a propriedade privada, que essa é sagrada na Constituição Portuguesa", mas que é preciso "fazer ver às pessoas que o coletivo tem de se sobrepor ao individual, doa a que doer".

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