Supremo adia decisão sobre prisão do senador afastado Aécio Neves

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Esse já é o segundo pedido de prisão preventiva de Aécio Neves a ser julgado pelo Supremo.

O STF também julga os pedidos das defesas da irmã de Aécio, Andrea Neves, do primo do tucano Frederico Pacheco e do ex-assessor parlamentar Mendherson Souza Lima, que foram presos preventivamente por decisão de Fachin. "Acho que é interessante ver como os julgadores (os ministros da Primeira Turma do STF) vão se comportar, até para eu me embasar melhor e ver o que foi provado com referência às escutas, porque o senador Aécio alega que houve uma armação contra ele", disse.

Os ministros Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes e Luiz Fux votaram a favor de medidas cautelares. Já no plenário, todos os 11 ministros do STF votam.

Autor do voto final, Fux disse que via "paradoxos" no caso e que estava em busca de um "meio-termo".

Se a turma decidir prender Aécio Neves, o STF expedirá mandado de prisão, a ser cumprido pela Polícia Federal.

Segundo os ministros, como os investigados não possuem antecedentes criminais e tampouco apresentam risco de fuga, a prisão domiciliar seria suficiente. Depois, pelas denúncias de que o ministro Gilmar Mendes, que tem posições favoráveis ao PSDB, teria trabalhado junto aos colegas em prol do mineiro, nos últimos dias.

Na semana passada, no primeiro julgamento relacionado a esta investigação - o de uma questão de ordem apresentada pelo relator Marco Aurélio - a Primeira Turma decidiu manter Andrea presa. Não há data para retomá-lo.

A defesa de Andrea diz que ela pediu o dinheiro para bancar a defesa de Aécio Neves na Lava Jato e que foi ao encontro de Joesley para tentar vender um apartamento de R$ 40 milhões no Rio de Janeiro. Ricardo Saud, executivo da J&F, que controla a JBS, entregou R$ 500 mil ao primo de Aécio, que depois repassou o dinheiro a Mendherson. Os advogados ainda reiteraram novo pedido para que a irmã de Aécio, que está presa há um mês, em Belo Horizonte (MG), seja libertada. Na primeira ocasião, o relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, decidiu apenas afastar Aécio do mandato como senador.

No julgamento também será analisado recurso da defesa contra o afastamento do mandato no Senado. A defesa de Aécio solicitou que o Supremo devolva a ele as funções parlamentares.

Outro pedido é para que ele retome suas atividades de parlamentar.

O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) também esteve na residência do senador na tarde de terça (20), durante o julgamento.

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