Temer chega à Noruega sob críticas do país a sua política ambiental

Ajustar Comente Impressão

O Presidente do Brasil, Michel Temer, reiterou esta quinta-feira a sua confiança na aprovação de uma ampla agenda de reformas de austeridade num encontro com investidores em Oslo, Noruega. "Ao mesmo tempo, as instituições democráticas do país estão sendo enfraquecidas e os nossos parceiros estão bastante preocupados com a perseguição da sociedade civil", disse o coordenador da organização não-governamental Ajuda da Igreja Norueguesa, Arne Dale. "Contamos com a participação, naturalmente, de empresas norueguesas nas próximas licitações", disse Michel Temer. Na sexta-feira (23/6), Temer reúne-se com o Rei Harald V, com a primeira-ministra, Erna Solberg, e com o presidente do Parlamento, Olemic Thommessen.

No ano passado, a Noruega foi o oitavo maior investidor estrangeiro no Brasil, principalmente no setor de petróleo.

As ONGs organizadoras do protesto pedem às autoridades norueguesas firmeza no diálogo com Temer, e pressão para que ele providencie proteção para os povos indígenas e suas lideranças, assim como o cumprimento das obrigações internacionais para redução do desmatamento e das emissões do Brasil. "Investir no Brasil é ganhar".

O governo brasileiro aproveitou o encontro com autoridades e investidores noruegueses para fazer uma investida em favor de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta), bloco formado por Noruega, Islândia, Liechtenstein e Suíça. "Há condições muito favoráveis para esse entendimento, que seja benéfico para a Associação Europeia e para o Mercosul", comentou o ministro.

A comitiva do presidente é a mesma que esteve na Rússia, formada pelos ministros Aloysio Nunes, Marcos Pereira (Indústria e Comércio), José Sarney Filho (Meio Ambiente) e Antonio Imbassahy (Relações Institucionais) e quatro parlamentares - senador Paulo Bauer (PSDB-SC) e os deputados Átila Lins (PSD-AM), Darcísio Perondi (PMDB-RS) e Vinicius Carvalho (PRB-SP).

No discurso, o presidente brasileiro citou os principais pontos da reforma trabalhista e apresentou alguns dados econômicos, como o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a queda da taxa básica de juros, na tentativa de apresentar um cenário atrativo para investimentos.

Ele defendeu as reformas promovidas pelo governo, que têm como premissa a responsabilidade fiscal e torna o setor privado protagonista.

O presidente apresentou o projeto Crescer, cujos novos contratos de concessão estão de acordo com a realidade do mercado. Por isso, Temer ressaltou a atualização no marco regulatório dessa atividade. Guajajara pede que a sociedade internacional, e a Noruega em especial, exerçam pressão política para influenciar o Brasil a acabar com a perseguição de ativistas e a destruição da floresta. Estou certo e esperançoso de que mais investimentos virão em vários setores, não apenas em energia.

Comentários