Tropas de Maduro atiram e matam jovem manifestante

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"Eu quero falar com meu ex-colega da Caracas Metro, Nicolás Maduro, você sabe que trabalhamos juntos, sou o supervisor Vallenilla".

"Não quero dizer que se faça justiça, porque essa palavra já é usada demais, mas quero pedir, por favor, Nicolás, que isso não continue assim".

O pai de Vallenilla afirmou que Maduro provavelmente conheceu seu filho quando o levaria ao trabalho quando ele era criança.

"O sargento usou uma arma não autorizada para travar o ataque, matando um dos participantes do protesto", escreveu o ministro do Interior venezuelano Néstor Reverol numa série de publicações sobre o assunto no Twitter, acrescentando que o soldado já foi identificado.

Críticos de Maduro disseram que a morte foi nova evidência de abuso por parte das forças da segurança após protestos desde abril por manifestantes exigindo eleições gerais para terminar um governo socialista de 18 anos no país, em meio a uma crescente crise econômica e política.

O momento em que Vallenilla é atingido ao se aproximar da Base Aérea de La Carlota, em uma das principais avenidas do município de Chacao, em Caracas, foi registrado ao vivo pelo canal VivoPlay e rapidamente se espalhou pelas redes sociais. "Que não reste uma rua, avenida, autoestrada livre". A morte de Vallenilla eleva para 75 o número de mortos em quase três meses de mobilizações contra o presidente Nicolás Maduro, informou a Procuradoria.

O jovem "recebeu um disparo durante manifestação em Altamira", no leste da capital, relatou a Procuradoria. "Os médicos tentaram todas as manobras possíveis, mas não havia nada a fazer", disse o deputado da oposição José Manuel Olivares ao jornal El Estimulo.

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