Militares da GNR metem baixa psicológica — Incêndio Pedrógão

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No dia em que começou o incêndio em Pedrógão Grande havia apenas dois militares num carro em patrulha e um outro no posto da GNR em todo o concelho, disse esta segunda-feira, 26 de Junho, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), César Nogueira, denunciando um cenário de "falta de meios".

Alguns militares da Guarda Nacional Republicana que estiveram nos incêndios de Pedrógão meteram baixa psicológica, disse a associação à TSF. Defendeu, por isso, que houve "falta de meios", o que aliado às falhas no SIRESP, contribuiu para a tragédia.

O responsável afirmou que o posto de Pedrógão Grande só tem 15 pessoas e que deveria ter o dobro.

O representante dos militares da GNR afirmou que outro dos problemas foi a falta de comunicações que aconteceu com a quebra do SIRESP - algo que o presidente da associação confirmou junto de vários militares que estiveram no terreno.

César Nogueira conta que, apesar do acompanhamento psicológico que estão a ter, alguns militares meteram baixa psicológica porque sentem que fizeram tudo o que podiam e acabaram por não conseguir salvar dezenas de pessoas da morte. Realçou ainda que de serviço naquele dia, 17 de julho, só estavam dois de patrulha e um no posto devido a folgas e férias. Em declarações à TSF, o líder associativo referiu que "quem não cortou a estrada [nacional 236] não o fez porque não tinha informação" e lamentou que se esteja a "tentar colocá-los num imbróglio como se fossem culpados de tudo e mais alguma coisa".

Para César Nogueira, este problema poderia ser facilmente resolvido se metade dos 23 mil guardas da GNR não estivessem "em gabinetes" a exercer funções burocráticas ou administrativas.

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