Prévia da inflação é a menor desde 2006

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Uma inflação baixa é o principal combustível para que as taxas de juros caem no Brasil, que ainda apresenta uma das mais altas do mundo.

Em 2017, a meta perseguida pelo Banco Central (BC) para a inflação é de 4,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Estes números confirmam uma retomada das vendas no maior mercado brasileiro, que representa 28% das vendas de móveis no País.

Alguns analistas esperam deflação no IPCA fechado de junho. Apesar da substituição, a partir de 1º de junho, da bandeira vermelha pela verde, o que significa redução de R$3,00 a cada 100 kwh consumidos, o retorno aos valores sem os descontos que ainda haviam incidido, em parte, no índice de maio, aliado a outros movimentos em parcelas específicas, levaram à alta nas contas. Além, claro, da conjuntura ruim, com atividade econômica fraca e desemprego alto, o que inibe o consumo. "A economia ainda anda cambaleante, mas o que se tem agora é uma sazonalidade, que ajuda bastante o mês de junho", diz o economista Flavio Romão, da LCA Consultores. Nos últimos 12 meses, para um IPCA geral de 3,52%, mobiliário registra queda de 0,48%. Se for concretizada essa projeção e a de 0,30% e 0,27% para o IPCA nos meses de julho e agosto, a inflação acumulada em 12 meses ao fim do período chegaria a 2,73%. Ontem, o Banco Central (BC) reduziu a estimativa de inflação para este ano de 4% para 3,8%. O índice é usado, sobretudo, como referência na hora de reajustar contratos, como os de aluguel.

"Esse valor mínimo previsto para o terceiro trimestre de 2017 decorre, em boa medida, da sequência de choques de alimentos desde 2016, com efeito adverso no terceiro trimestre do ano passado e efeitos favoráveis desde então", afirma o BC no relatório. Alimentos e bebidas têm um peso muito grande para aqueles que têm pouca renda. "Ela pode estar adormecida na cabeça da maioria das pessoas, mas aquele tempo de histeria nos preços faz parte da nossa história".

São Paulo - Uma possível venda da elétrica Light por sua controladora, a estatal mineira Cemig, deverá atrair interesse de grandes investidores internacionais.

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