De férias mas "sempre contactável": Costa justifica-se

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"Neste quadro, o primeiro-ministro encontra-se no gozo de uma semana de férias, sendo substituído na sua ausência, nos termos do artigo 7º da Lei Orgânica do XXI Governo, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros". Portanto há uma continuidade institucional.

"O Primeiro-ministro está sempre contactável e disponível em caso de necessidade", acrescenta-se no comunicado.

António Costa comentou o assunto das férias, através de um comunicado divulgado pelo seu gabinete, esclarecendo que "o Governo, tendo em consideração o período de Verão, organizou e planificou em tempo o período de férias do primeiro-ministro, bem como dos restantes membros do Governo, de forma a garantir as necessárias substituições para assegurar o normal funcionamento do Governo".

A ida de Costa para férias foi sugerida também esta segunda-feira por Assunção Cristas durante uma declaração após a audiência urgente que pediu ao Presidente da República para falar de Tancos e dos incêndios na região Centro.

A líder centrista argumentou que, após a tragédia de Pedrógão Grande e o furto de armamento em Tancos, há "uma crise de autoridade, há uma crise de comando" e há "uma crise de confiança" e esta "só será resolvida com a demissão destes ministros".

"Mais complicado seria se o Presidente da República estivesse em férias, ou quando estiver em férias", sustentou Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas à margem da festa dos 237 anos da Casa Pia de Lisboa, no Castelo de São Jorge.

"Não comento posições de partidos".

O primeiro-ministro tomará conhecimento da reunião do Conselho Superior de Defesa, que se reúne esta segunda-feira em clima de alta tensão contra o ministro Azeredo Lopes, e das ilações da reunião de Assunção Cristas com Marcelo Rebelo de Sousa, à distância.

"Limito-me a dizer o que já disse ontem: na matéria de Tancos deve ser apurado tudo, factos e responsabilidades, integralmente até ao fim, para prevenir factos de futuro idênticos a este ou mais graves", afirmou. O Exército anunciou então que desapareceram granadas de mão ofensivas e munições de calibre de nove milímetros, refere a Lusa.

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