Governo deixa nível de ameaça na mesma apesar de Tancos

Ajustar Comente Impressão

O Governo não vê necessidade de alterar o nível de ameaça em Portugal, apesar do roubo de material em Tancos não ter sido ainda encontrado, nem os autores do assalto.

Confrontado com o facto de este mesmo Governo ter perdido um ministro da Cultura (João Soares) por ter ameaçado dar bofetadas a colunistas e estes ministros se manterem em funções perante situações de maior gravidade, Augusto Santos Silva insistiu que "ser responsável é não hesitar perante a identificação de eventuais erros, assacar eventuais responsabilidades, tentar recuperar o material roubado no caso de Tancos, reconstruir o que ficou destruído na caso de Pedrógão Grande".

Uma semana depois do que se passou, Augusto Santos Silva recusou responder a questões sobre como e quando ocorreu o assalto e se houve envolvimento interno. "A resposta é dada pela investigação que está em curso e que compete às autoridades judiciais".

Sobre se a imagem de Portugal foi afetada pelo que aconteceu, o ministro garantiu que Portugal continua a ser um "aliado confiável" e que é um dos países mais pacíficos do mundo. Disse mais: "Estou em comunicação permanente com o senhor primeiro-ministro com todas as formas modernas de comunicação".

Depois das férias, António Costa deverá assim ser obrigado a avaliar a remodelação, mas o Correio da Manhã nota que o primeiro-ministro quer receber primeiro "conclusões sobre responsabilidades políticas dos ministros", antes de tomar uma decisão.

Começando por agradecer o empenho das forças e serviços de segurança, o ministro reforçou, "em nome do Governo, toda a confiança em todas instituições, forças e serviços de segurança".

Nesta reunião estiveram também presentes, como convidados, representantes do ministério público e PJ.

Comentários