PJ detém 12 militares da Força Aérea

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Doze militares da Força Aérea - entre os quais um major-general e sete oficiais de alta patente - foram detidos esta terça-feira, 4 de Julho, pela Polícia Judiciária (PJ) e pela Polícia Judiciária Militar (PJM), em diligências no âmbito da fase II da Operação Zeus, a mesma que em Novembro passado tinha conduzido à prisão preventiva de seis militares.

Entre os detidos está um major-general, bem como um coronel, um tenente-coronel e um major.

Entre os 16 detidos hoje na segunda fase da Operação 'ZEUS' constam ainda três capitães, cinco sargentos e quatro empresários do ramo alimentar.

As detenções foram efectuadas pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.

Nesta segunda fase da operação participaram 130 elementos da PJ e 10 procuradores do Ministério Público, tendo sido realizadas 36 buscas nas áreas dos distritos de Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal, Évora e Faro, das quais 31 domiciliárias e 5 não domiciliárias. Foi apreendido material relacionado com a actividade em investigação, bem como documentos, sem que sejam avançados mais detalhes sobre o tema.

Explica a PJ que os suspeitos agora detidos sobrefaturavam bens e matérias-primas para a confeção de refeições nas messes da Força Aérea, dividindo depois entre os militares e empresários a diferença entre o valor efetivo da venda dos produtos e o valor sobrefaturado ao Estado.

De acordo com este jornal, o esquema durava há mais de 30 anos, num sistema "universal" a quase todas as bases do país, exceptuando Ovar e Açores.

Em comunicado posterior, a Polícia Judiciária especificou que em causa estão "crimes de corrupção passiva e activa para acto ilícito, abuso de poder, e falsificação de documentos", sendo os detidos agora levados a tribunal para aplicação de eventuais medidas de coacção.

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