FMI aumenta previsão de crescimento do Brasil neste ano

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No entanto, reduziu a expectativa para o avanço da economia em 2018 a 1,3%, abaixo do patamar de 1,7% projetado antes.

Para o Fundo, as eleições no próximo ano tornam mais difícil a aprovação da reforma da Previdência em 2018 por receio de que os parlamentares percam votos.

O FMI elevou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país sul-americano em 2017 de 0,2% para 0,3%. E não haveria superávit primário nos anos seguintes, pois o resultado negativo do Orçamento chegaria a 2,3% em 2020, alcançaria 2,1% em 2021 e chegaria a 2,0% em 2022. "Enquanto o fim da recessão aparenta estar à vista, uma recente elevação da incerteza pôs uma sombra sobre a perspectiva econômica".

A ressalva sobre a reforma da Previdência se deve à situação política do país.

No lado externo, o FMI aponta como principal risco para a economia brasileira um aperto mais rápido do que o esperado nas condições financeiras globais e uma desaceleração significativa da economia chinesa. A projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) baixou de 4,4% para 4% em 2017 e de 4,3% para 4% em 2018. A inflação subiria para 5,0% neste ano e alcançaria 6% em 2018 e só baixaria gradualmente a ponto de atingir 5,1% em 2022. A desinflação, ressaltou o Fundo, abre espaço para que o Banco Central continue a reduzir os juros básicos da economia.

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