Povo venezuelano está unido por plebiscito contra Nicolás Maduro

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A oposição venezuelana realiza neste domingo (16) um plebiscito simbólico contra o projeto para reformar a Constituição, proposto pelo presidente Nicolás Maduro.

A insistência dos opositores de Maduro para realizar o plebiscito na Venezuela é "mostrar ao mundo" o que a maioria pensa sobre a atitude do presidente de convocar uma assembleia constituinte.

No dia 3 de Julho, dirigentes dos partidos integrados na plataforma opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), anunciaram a realização de um plebiscito sobre a Assembleia Nacional Constituinte.

A consulta popular decorreu em 1600 assembleias de voto, na Venezuela e, também, em 80 países, como Portugal, onde se estima que vivam cerca de 20 mil cidadãos venezuelanos com o direito de Voto. Aproximadamente 2 mil urnas foram abertas às 7h, no horário local, e todos a população poderá votar, inclusive quem mora no exterior. As próximas horas são críticas - disse o líder da oposição, Henrique Capriles, à Reuters.

Em paralelo, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) fará, também neste domingo, uma simulação da votação da Constituinte.

A nota apela ao governo e às autoridades que respeitem a vontade dos que querem participar da consulta deste domingo, garantindo ainda os direitos à liberdade de expressão, associação e de reunião pacífica.

Co-organizadora do plebiscito, Doris Sayago, professora da Universidade de Brasília (UnB), considera a consulta de suma importância.

Os organizadores tinham já admitido recear a violência dos coletivos, os grupos de apoiantes de Nicolás Maduro, que no início do mês feriram deputados durante uma invasão do parlamento.

Entretanto, os ex-presidentes Jorge 'Tuto' Quiroga (Bolívia), Laura Chinchilla (Costa Rica), Vicente Foz (México), Andrés Pastrana (Colômbia) e Miguel Ángel Rodríguez (Costa Rica), chegaram sábado a Caracas, para supervisionar o processo conduzido pela oposição venezuelana. O país enfrenta uma das piores crises econômicas de sua história, que gera escassez severa de produtos e inflação de três dígitos.

Desde 1º de abril, 92 pessoas já morreram e 1519 ficaram feridas por conta dos protestos na Venezuela, segundo números da Procuradoria-Geral da República.

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