Gilmar diz que STF 'vive a reboque das loucuras de Janot'

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes disse que a mudança na cúpula da PGR (Procuradoria-Geral da República) pode trazer "decência e normalidade" à instituição, que, segundo ele, ficou "a reboque das loucuras" do procurador-geral, Rodrigo Janot.

Antes de entrar para a sessão da 2ª Turma, Gilmar Mendes afirmou que o Brasil "virou uma bagunça completa e isso precisa ser arrumado". "É preciso voltar um mínimo de decência, sobriedade e normalidade à Procuradoria-Geral da República", comentou Gilmar Mendes.

Na última segunda-feira (31), a PGR protocolou mais um recurso pela prisão preventiva do senador, após o ministro Marco Aurélio Melo ter negado a medida cautelar no mês passado, alegando que o caso de Aécio não se tratava de flagrante de crime inafiançável, única situação em que a Constituição prevê prisão contra parlamentar em exercício.

Na conversa, Aécio pede a Gilmar Mendes que interfira junto ao senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) para que ele seguisse a posição de Aécio na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. A assessoria do ministro Edson Fachin, que homologou a delação do grupo J&F, ainda não respondeu à reportagem.

Segundo ele, cabe ao Supremo "arrumar tudo", uma vez que o tribunal "foi muito concessivo e contribuiu para essa bagunça completa". Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a prisão do senador é "imprescindível e urgente". "Tem tanta coisa para ser questionada, em todos os casos, é tanta bagunça, é um baguncismo". Afirmou que o STF "errou" e "ficou a reboque das loucuras" do chefe do Ministério Público Federal. Até brinquei que a 'doutrina de Curitiba' e a 'doutrina Janot' nada têm a ver com o direito.

"Os juízes começaram a não reparar absolutamente nada, regra, nada, não chegaram a falar de lealdade ao procurador? Isso tudo é uma loucura completa", concluiu Gilmar. "A defesa segue tranquila quanto à manutenção da decisão que revogou as medidas cautelares impostas contra o senador, pois, diferentemente do agravo do PGR, está ancorada no que diz a legislação vigente no País", disse Toron.

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