Greve na Autoeuropa: sindicato disponível para diálogo com a administração

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"A comissão de trabalhadores é um órgão democrático, reconhece que a maioria dos trabalhadores pretende outro caminho, deixamos assim aberto espaço para que outros demonstrem as suas capacidades negociais", defendeu a CT num comunicado citado pelo Dinheiro Vivo.

A primeira proposta de entendimento entre a administração e a comissão de trabalhadores foi chumbada pela maioria dos funcionários.

"A atual lista está demissionária, portanto irá terminar o seu mandato e provocar eleições".

O pré-acordo estabelecido entre a administração e os operários da Autoeuropa para o novo horário de trabalho previa um aumento mínimo de 16% no salário para compensar os novos horários por turnos propostos para acolher a produção do novo modelo VW T-Roc, incluindo semanas de seis dias na fábrica de Palmela. Como os trabalhadores da empresa estão, neste momento, de férias e regressam a 28 de agosto, só poderá ser eleita uma nova comissão de trabalhadores em setembro. "Só aí será possível marcar as eleições", disse entretanto, à Lusa, Fernando Sequeira, o representante dos funcionários da fábrica de Palmela.

Entretanto, hoje mesmo, reuniram-se a administração da estrutura do grupo Volkswagen e representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Ambiente do Sul (SiteSul) e da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal).

Ao Jornal de Negócios, fonte oficial da Autoeuropa garante só negoceia acordos de trabalho com a Comissão de Trabalhadores, que apresentou a demissão na semana passada. Até lá as negociações para um acordo sobre o trabalho ao sábado ficam estagnadas por dois meses.

A demissão produz efeitos a 28 de agosto e para dia 30 está marcada uma greve de 24 horas.

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