Vitória de Temer pode ter enterrado reforma da Previdência na Câmara

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O deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), ministro da articulação política que deixou o cargo temporariamente para a votação sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer, admitiu nesta quarta-feira a possibilidade de a reforma tributária passar à frente da Previdência na agenda econômica do governo no Congresso.

Superada a votação da primeira denúncia - há rumores de que Janot poderá encaminhar nova ou novas denúncias à Câmara -, Temer pode fazer algumas trocas no primeiro e segundo escalão do seu governo, acredita César, como por exemplo para apear o PSDB de ministérios. "Não é simplesmente uma questão de quem é a favor ou contra o governo". "A Previdência em outubro e a tributária idealmente até outubro, mas se for novembro também, tudo bem", afirmou o ministro ao ser questionado sobre o prazo da aprovação das reformas.

Também na entrevista Temer voltou a defender o parlamentarismo no Brasil e se mostrou confiante na aprovação da reforma da Previdência no Congresso. "Não é uma coisa trivial", disse ele à jornalistas.

Em relação à reforma tributária, Imbassahy disse que o tema é amplo e pode ser tratado por meio de tópicos que não exigem quórum constitucional como a Previdência.

A estratégia principal será retomar nos próximos dias as negociações sobre a reforma da Previdência. Imbassahy não quis responder questionamento sobre se seria favorável a mexer na meta fiscal. "O parecer da AGU [Advocacia-Geral da União] foi de que, sim, neste caso, por razões específicas, o aumento do PIS [Programa de Integração Social] e Confins [Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social] sobre combustíveis especificamente pode ser feito por decreto", justificou Henrique Meirelles.

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