Mercado eleva previsão para a inflação pela 3ª semana seguida

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Do lado do câmbio, as apostas para o dólar foram de R$ 3,30 para R$ 3,25 neste ano e de R$ 3,43 para R$ 3,40 no ano seguinte.

As sinalizações de maior agressividade na política monetária pelo Banco Central e a percepção de dificuldades na retomada da atividade econômica fazem os economistas de mercado revisarem suas projeções para a taxa básica de juros para 2017 e 2018.

Para 2018, a projeção para o IPCA é mantida de 4,20% há três semanas consecutivas. A margem de tolerância é de 1,5 ponto percentual.

Na prática, as projeções de mercado divulgadas hoje no Focus indicam que a expectativa é que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018.

No dia 20, o governo anunciou aumento da alíquota de PIS/Cofins sobre a gasolina, o diesel e o etanol.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 passou de 3,10% para 3,31%. Também foi reduzida a estimativa para 2018, de 2,22% para 2,06%. Quatro semanas antes, ela estava em R$ 3,45. Um mês antes, estava em 0,18%.

A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador em 2017 passou de alta de 5% para elevação de 5,1%.

Para 2018, a perspectiva de volume de entradas de investimento direto, de acordo com o Focus, seguiu em US$ 75,00 bilhões, número igual ao projetado quatro semanas antes. A projeção para o IPCA nos próximos 12 meses avançou 0,01 ponto para 4,53%.

Para o crescimento do PIB, as projeções do boletim Focus permanecem estacionadas para 2017 (em 0,34%) e 2018 (em 2%). Esta é a terceira vez consecutiva que a previsão sobe desde que o governo anunciou o aumento imposto sobre os combustíveis, em 20 de julho. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

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