Trump diz que ameaças à Coreia do Norte podem ter sido insuficientes

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O presidente norte-americano disse também que Pyongyang deveria sentir-se "nervoso" ao pensar em atacar os Estados Unidos.

O exército norte-coreano "está a analisar seriamente o plano" para executar um ataque envolvendo quatro mísseis Hwasong-12, de médio alcance, em direção a Guam para enviar "um forte sinal de advertência aos Estados Unidos", diz a agência oficial norte-coreana KCNA.

Longe de apaziguar a situação, o secretário americano de Defesa, Jim Mattis, pediu que a Coreia do Norte "detenha" o desenvolvimento de armas nucleares e pare de fomentar ações que levem "ao fim de seu regime e à destruição de seu povo". Antes, ele havia dito que os EUA podem responder à Coreia do Norte, mas que qualquer opção militar seria "trágica em uma escala inacreditável".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (10) que suas declarações sobre a Coreia do Norte pode não ter sido "duras o suficiente" e fez novas ameaças a Pyongyang. "As pessoas o escutam".

Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, negou que a Coreia do Norte seja uma ameaça iminente.

Segundo ele, as ações de Pyongyang continuarão a ser "extremamente incompatíveis" com as dos EUA.

Segundo Mattis, o Departamento de Estado dos EUA se esforça para solucionar a crise de forma diplomática. Ele ressaltou, entretanto, que os EUA e seus aliados possuem as capacidades defensivas e ofensivas mais "precisas, ensaiadas e robustas na Terra". "Na verdade, ela serve aos interesses dos norte-coreanos mais do que aos dos EUA e da comunidade internacional".

Washington e Pyongyang têm "trocado farpas" há meses, e as tensões nesta conturbada relação atingiram um novo nível de preocupação quando a Coreia do Norte testou com sucesso dois mísseis balísticos intercontinentais (intercontinental ballistic missiles, ou ICBMs) em julho - sendo que, de acordo com alguns especialistas, o último projétil lançado teria potencial para chegar até Nova York.

"Mas a possibilidade [de ataque nuclear] é muito baixa", opina.

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