Confronto entre supremacistas brancos e antifascistas deixa feridos em Charlottesville, nos EUA

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Na noite de sexta-feira, centenas de homens e mulheres carregando tochas fizeram uma vigília no município gritando palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus.

Manifestantes foram flagrados lançando tochas sobre os estudantes, que responderam com spray de pimenta.

Entre opositores e manifestantes, espera-se que se juntem naquela pequena cidade do Estado da Virginia a 300 quilómetros de Washington, mais de duas mil pessoas, numa concentração que o Southern Poverty Law Center, que investiga os grupos que fomentam a violência descreve como "o maior encontro de ódio da sua classe em décadas nos Estados Unidos". "Sim, eu sou nazista, eu sou nazista, sim", anunciou um dos presentes no evento em entrevista à CNN.

Grupos de extrema-direita alegam que o avanço de direitos para imigrantes e negros levaria à sua extinção.

A concentração das organizações fascistas dos supremacistas brancos, saudosistas nazis, membros da Ku Klux Klan, ativistas da alt-right e demais grupos da extrema-direita norte-americana foi marcada após a remoção de uma estátua do general sulista da Guerra da Secessão dos EUA, Robert E. Lee, na cidade universitária de Charlottesville, no estado da Virgínia, Estados Unidos.

Durante a Guerra Civil nos EUA (1861-65), Estados do Sul criaram uma confederação e lutaram para se tornarem independentes e manter o direito de ter escravos. Atualmente, várias cidades americanas vêm retirando homenagens a militares confederados - o que tem gerado alívio para os que defendem o respeito à comunidade negra, e fúria entre os que manifestam atitudes racistas.

Os nacionalistas gritaram frases como "os judeus não nos vão substituir", "não nos vão substituir" ou "as vidas brancas importam", esta última uma referência ao movimento Black Lives Mattter, contra a violência policial contra negros. As vítimas pertencem a um grupo de anti-manifestantes.

Em número bem menor, o grupo que fazia oposicão à marcha foi expulso da estátua em poucos minutos.

A polícia, que acompanhou todo o protesto de longe, interviu e separou os dois grupos, enquanto ambulâncias se deslocavam ao local para socorrer os feridos.

Segundo a polícia de Virgínia, alguns participantes foram presos durante o confronto.

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