Coreia do Norte ameaça responder com "mar de fogo" aos Estados Unidos

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Tal capacidade será um avanço muito significativo para a Coreia do Norte, que se torna desta forma uma potência nuclear, destacou o diário norte-americano, que teve acesso a um excerto de um relatório confidencial concluído em julho passado pelos Serviços de Informação de Defesa (DIA) do Pentágono (sede do Departamento de Defesa). As medidas foram tomadas após os dois lançamentos de mísseis Hwasong-14, realizados pela Coreia do Norte em julho.

A Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira (7) que as novas sanções da ONU não impedirão que o país desenvolva seu arsenal nuclear, ao advertir que não negociará enquanto o governo dos Estados Unidos prosseguir com suas ameaças.

O projeto de resolução também proíbe os países de aumentar o número atual de funcionários da Coreia do Norte que trabalham no exterior, impede novas joint ventures com a Coreia do Norte e qualquer novo investimento em joint ventures atuais, segundo o diplomata.

O texto inclui o veto às exportações de carvão da Coreia do Norte, que representarão ao país uma perda de 340 milhões de euros por ano; de ferro (212 milhões de euros); chumbo (93 milhões de euros) e marisco (254 milhões de euros), entre outras medidas contra empresas e entidades que apoiem os programas armamentísticos do país. O comentário foi feito na noite de ontem pelo Twitter, após uma conversa por telefone com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in. Desde então, Pyongyang testou vários mísseis de transporte de ogivas.

No entanto, "a comunidade de inteligência acredita que a Coreia do Norte produziu armas nucleares que podem ser inseridas nos mísseis balísticos intercontinentais", segundo um trecho do relatório. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, deu pessoalmente a ordem para lançar o projétil, disse a KCTV.

O regime norte-coreano advertiu que haverá lugar a "fortes medidas de acompanhamento" e atos de justiça.

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