Coreia do Norte rejeita e condena novas sanções da ONU

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"Se os Estados Unidos acham que estão seguros, estão muito enganados".

Num documento com declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros RiYong-ho, que foi distribuído aos jornalistas em Manila, a Coreia do Norte diz que as novas sanções das Nações Unidas são "fabricadas" e que a ONU abusou da sua autoridade.

As medidas aprovadas pelo Conselho de Segurança poderão reduzir em até um terço a receita de exportação anual do país, de US$ 3 bilhões, e afetar o comércio com a China, o principal parceiro do ditador Kim Jong-un.

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, disse que o objetivo das sanções é fazer com que a Coreia do Norte suspenda o programa nuclear.

Apesar disso, é pouco provável que as novas sanções afetem substancialmente a capacidade de o regime norte-coreano conduzir os seus projetos militares, que considera vitais para a sua sobrevivência.

Se esta nova resolução da ONU for respeitada, deverá privar Pyongyang de receitas anuais na ordem dos mil milhões de dólares (cerca de 850 milhões de euros).

Desde o primeiro ensaio nuclear norte-coreano, em 2006, as Nações Unidas já tinham avançado com outros seis pacotes de sanções à Coreia do Norte. Moscou mantém diferenças com os países do Ocidente sobre a análise técnica dos últimos testes norte-coreanos. Desde então, Pyongyang testou vários mísseis de transporte de ogivas.

No entanto, "os serviços de inteligência acreditam que a Coreia do Norte conseguiu produziu armas nucleares que podem ser incorporadas em mísseis balísticos, incluindo em mísseis balísticos intercontinentais", concluiu o relatório, citado pelo The Washington Post.

No dia 4 de julho, a Coreia do Norte lançou um míssil balístico intercontinental que, segundo o país, era "capaz de alcançar qualquer parte do mundo".

A China votou com os restantes membros do Conselho de Segurança, mas é o seu comércio de minerais e sobretudo de carvão com o regime norte-coreano que lhe garante os mais importantes canais para a sua sustentabilidade.

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