Greve dos médicos ainda está em cima da mesa

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Está prevista para o próximo dia 18 uma nova reunião entre os sindicatos e os representantes do Governo.

Esta é uma das propostas do "protocolo negocial" que foi enviado para os sindicatos médicos e que deixou os dirigentes sindicais à beira de um ataque de nervos. Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do SIM, diz esperar uma nova atitude da parte do Governo e fala mesmo em má-fé, lamentando que esta proposta retroceda todo o processo negocial. Os médicos fizeram greve em 10 e 11 de Maio.

Representantes do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) foram hoje recebidos pelos ministros da Saúde e das Finanças, com este último como anfitrião, tendo debatido várias questões que, a não serem acordadas, poderão provocar uma greve destes profissionais, que seria a segunda este ano.

O pré-aviso de greve acabou, porém, por não se concretizar.

Na terça-feira, o Governo propôs que os médicos com mais de 55 anos voltem a fazer urgências, algo que o sindicato considera ultrajante e provocatório.

Segundo o mesmo jornal, o Governo sublinha ainda naquela contra-proposta que ainda há mais de 800 mil portugueses sem médico de família, pelo que não é possível dar já resposta a uma das principais reivindicações dos médicos, que assenta na redução do número de utentes dos atuais 1900 para 1500, como acontecia no período antes da troika.

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