'História é incomprovável', diz procurador sobre contas de Dilma e Lula

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Um procurador brasileiro disse esta quinta-feira ser impossível comprovar que os ex-presidentes Lula da Silva e Dilma Rousseff receberam 150 milhões de dólares (127,5 milhões de euros) de suborno da JBS, a partir de contas no exterior.

De acordo com o portal UOL, Marx afirma ter pedido documentos que pudessem comprovar a existência de tais contas bancárias no exterior e a movimentação da propina. "Era ele quem operava as contas", questionou. O principal é a ligação entre as contas e os ex-presidentes. Segundo o PT e aliados, Dilma, que deixou o cargo no ano passado após um processo de impeachment, foi alvo de um golpe que ainda está em vigor e, agora, vitima Lula, réu em seis ações na Justiça e condenado em primeira instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. "Primeiro, ele disse que o Guido Mantega havia falado que os dois [Lula e Dilma] sabiam das contas e viam os extratos".

Lula afirmou que a Rede Globo de televisão não interrompeu sua programação nem quando o fundador da emissora, Roberto Marinho, foi enterrado, ao contrário do que houve com a transmissão da novela que foi suspensa para noticiar a manifestação social contra o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. "Mas, até agora, só temos a palavra dele", declarou o procurador.

Já o terceiro ponto é referente ao destino do dinheiro que saía das contas. "Não veio nada", disse o procurador federal. "O dinheiro saía do Brasil e ia para essas contas no exterior, mas não voltava ao país para fazer as doações. Segundo ele mesmo, o dinheiro das doações não saía dessa conta".

Já a Procuradoria-Geral da República disse que, se ficar comprovado que Joesley mentiu em seus depoimentos, o acordo de colaboração pode ser "revisto". Esse dinheiro, posteriormente, acabou descontado, durante as campanhas eleitorais.

Na época que as delações foram divulgadas, os advogados de Lula e Dilma enviaram notas oficiais à mídia, negando o envolvimento e afirmando que o empresário não possui provas contra os petistas.

Marx já era responsável pela denúncia de Lula pelas suspeitas de ter cometido o crime de tráfico de influência para que a Odebrecht conseguisse contratos em Angola. O presidente teria pago vantagens ilícitas ao ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, hoje em prisão domiciliar, para que ele não aderisse à delação premiada.

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