Peru ordena expulsão do embaixador em Lima — Venezuela

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Maduro, que chamou o colega peruano de "cachorro" e "covarde" servil aos Estados Unidos, desafiou na quinta-feira o "presidente americano do Peru" a concordar em se reunir pessoalmente com ele para discutir a Venezuela com outros líderes da região.

O governo do Peru expulsou o embaixador da Venezuela no país, Diego Molero, em protesto contra a deterioração da situação da democracia em Caracas.

Caracas indicou que o representante peruano tem cinco dias para abandonar a Venezuela, os mesmos que foram dados ao embaixador venezuelano para sair do Peru.

Nesse sentido, o comunicado da diplomacia peruana acrescentou que a Declaração de Lima, assinada na terça-feira por chanceleres de 17 países da América Latina e do Caribe, entre eles o Brasil, é a "reação regional" para defender o último órgão democrático vigente na Venezuela: o parlamento eleito livremente.

Segundo o chanceler peruano Ricardo Luna, a possibilidade de expulsar o embaixador da Venezuela em Lima era uma alternativa que o governo peruano já avaliava.

A expulsão não significa o rompimento completo das relações diplomáticas entre Lima e Caracas.

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- Se rompermos relações, teremos que buscar outro governo para que cuide dos peruanos que residem na Venezuela, que são pelo menos 40 mil - afirmou o presidente.

Em entrevista à agência Reuters, Kuczynski disse que Maduro perdeu o que restava de credibilidade ao instalar a Constituinte, formada por membros do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Quando indagado sobre qual mensagem enviaria a Maduro, o presidente peruano respondeu: "Saia!" O controverso processo impulsionado pelo presidente Nicolás Maduro reformará a Constituição feita em 1999 pelo ex-presidente Hugo Chávez.

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