Silval Barbosa acusa Blairo Maggi de comprar versão de depoimento

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De acordo com o Jornal Nacional, Silval delatou uma suposta compra do ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso, Éder Moraes. A Globo ainda lembrou que Maggi é investigado na "Operação Lava Jato" sob a suspeita de receber R$ 12 milhões em 2006 na sua campanha a reeleição ao Governo de Mato Grosso, de acordo com delatores da construtora Odebrechet. Silval foi vice-governador no segundo mandato de Blairo Maggi - de 2007 a 2010. Os dois aceitaram pagar R$ 6 milhões, que foram entregues em dinheiro vivo entre 2014 e 2015 ao ex-secretário R$ 3 milhões pelo ex-chefe de gabinete, Sílvio Cézar Correa, como intermediário de Silval, e outros R$ 3 milhões pelo empresário Gustavo Capilé, articulador de Maggi.

O ex-governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), teria confirmado, em delação premiada, que o ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) participou de um esquema de corrupção no estado. Silval ainda disse que pagou uma dívida de R$ 800 mil de Éder, que foi abatido no valor de R$ 3 milhões.

Silval diz que Eder mudou de versão porque levou propina.

Já em janeiro de 2015, depois dos pagamentos relatados na delação, Eder deu uma entrevista à TV Centro América, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso, e disse que havia mentido no depoimento anterior. "Eu estava extremamente tomado pela emoção por não ter sido atendido numa escolha para ocupar uma vaga. Então todo esse contexto fez com que eu ali colocasse algumas palavras que eu depois me retratei sobre todas elas", disse na época. Com isso, Dias Toffoli arquivou a denúncia. O caso pode ser reaberto. Em seguida, teria cobrado R$ 12 milhões para mudar o conteúdo das declarações. O governo Temer tem dez ministros investigados no Supremo.

Conforme o telejornal, SB citou que o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) recebeu R$ 4 milhões para apoiar uma candidatura à Prefeitura de Cuiabá.

Silval garante que Eder revelou o envolvimento de Blairo no esquema para compra de vaga no TCE em depoimento prestado ao Ministério Público Estadual (MPE) em março de 2014.

A reportagem do Jornal Nacional também mostrou que o atual senador, Wellington Fagundes (PR), teria sido beneficiado com dinheiro desviado dos cofres públicos, durante a gestão de Silval, para quitar dívidas de campanhas eleitorais.

A defesa do ex-governador Silval Barbosa não quis comentar e a de Eder Morais não retornou o contato do JN.

O senador Wellington Fagundes disse que todas as doações recebidas para campanha constam em prestação de contas aprovada pela Justiça Eleitoral.

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