Temer e DEM tentam atrair Doria para a disputa de 2018

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Caso não seja escolhido pelo PSDB para entrar na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2018, o prefeito da capital paulista, João Doria, já tem pelo menos duas vias de escape, se quiser mesmo entrar na corrida presidencial.

O 'convite' do PMDB, segundo o jornal, teria partido diretamente do presidente da República, Michel Temer, na última segunda-feira (7), na prefeitura de São Paulo. "E, como eu acho que Doria é um cara sério, de palavra e leal, ele só será candidato se for candidato pelo PSDB com apoio do Geraldo (Alckmin, governador de São Paulo)", afirmou Maia.

Nos bastidores, cresce a especulação de que Doria vê o Palácio do Alvorada como futura morada, o que significaria uma batalha interna com seu padrinho político, já que Alckmin fala abertamente em disputar a Presidência no ano que vem. Nesta quinta-feira, 10, durante evento em São Paulo, o prefeito voltou a descartar a saída do partido, mas admitiu o interesse do PMDB e do DEM. "Não tenho intenção de deixar o PSDB". As portas (do PMDB e do DEM) foram abertas, o que me deixa muito feliz.

Doria tentou diminuir a proposta de antecipar as prévias partidárias para dezembro - o movimento pressionaria Doria a abandonar o discurso ambíguo e dizer se pretende entrar no páreo para 2018.

Para aliados de Doria, a mudança de sigla, porém, pode ocorrer caso o governador não se apresente como candidato e, mesmo assim a cúpula tucana vete uma candidatura do prefeito.

O grupo dos "tucanos históricos" de São Paulo, do qual fazem parte o ex-governador Alberto Goldman e José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela, também não aceita a opção Doria.

O Estadão mapeou os pontos de resistência no PSDB à candidatura de João Doria ao Planalto. A avaliação no entorno de Alckmin, no entanto, é de que Doria está decidido a disputar a Presidência, dentro ou fora do PSDB.

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