Violência pós-eleitoral faz 11 mortos no Quénia

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A vitória de Uhuru Kenyatta no segundo turno da eleição presidencial no Quênia, que garantiu ao político o segundo mandato como presidente, causou uma onda de confrontos nas ruas do país, que é a maior economia da África Oriental.

Numa mensagem à nação, Kenyatta estendeu a mão a Odinga e à oposição: "Devemos trabalhar juntos, devemos montar uma equipa, crescer juntos, fazer crescer juntos este país".

Kenyatta teve 54,3 % dos votos de terça-feira (8), à frente do rival Raila Odinga, que teve 44,7 %, de acordo com números divulgados pelo chefe da comissão eleitoral, Wafula Chebukati. Além isso, pediu paz, assegurando que "não há nenhuma necessidade de violência".

A oposição adoptou um tom conciliador nesta sexta-feira à tarde depois da comunidade internacional ter apelado à calma e prudência, e assegurou que aceitaria os resultados quando puder ter acesso aos dados dos servidores da IEBC.

No entanto, depois que os resultados foram anunciados, alguns redutos da oposição queniana foram cenário de episódios violentos.

A violência pós-eleitoral no Quénia agravou-se neste sábado com a polícia a utilizar gás lacrimogéneo contra uma caravana da oposição e um funcionário da morgue de Nairobi a dar conta da entrada de nove mortos a tiro. Em Kisumu, a polícia fez disparos para tentar dispersar os manifestantes.

As acusações aumentaram ainda mais a rivalidade de meio século entre as famílias Kenyatta e Odinga.

A tensão nas eleições é elevada porque expõe um confronto entre duas etnias.

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