Xi pede a Trump que evite aumentar tensão com Coreia do Norte

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Mas Trump discorda. Segundo ele, a China, principal sócio econômico da Coreia do Norte, "pode fazer muito mais" para pressionar o seu complicado vizinho, apesar de ter se juntado no sábado passado ao Conselho de Segurança da ONUpara adotar novas sanções contra Pyongyang. "Estas são duas coisas diferentes", disse, falando aos repórteres em teleconferência.

Xi terá ainda reafirmado o mútuo interesse da China e dos EUA de entrarem num processo de desnuclearização da península coreana e de "manutenção da paz e da estabilidade", afirmando ainda que o governo de Pequim está disposto a trabalhar ocm o gabinete de Donald Trump para resolver a crise diplomática.

Federica decidiu convocar um encontro "extraordinário" do Comitê Político e de Segurança da UE, no qual estão representados os embaixadores dos Estados Membros do bloco, por conta das reuniões que ela teve em paralelo ao Fórum Regional da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês), em Manila, com o secretário de Estado dos Estados Unidos e os ministros das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Rússia, China e Austrália, entre outros.

O presidente francês também lembrou "os aliados e sócios da França" na região próxima à península coreana "de sua solidariedade no momento atual". As autoridades de Seul anunciaram também a realização generalizada de exercícios de defesa e proteção civil para dia 23.

Oito anos depois do fim da Guerra da Coreia (1950-1953), Pequim e Pyongyang acordaram "um tratado de amizade, cooperação e assistência mútua", mas especialistas se questionam como esse pacto seria aplicado em caso de conflito. A China é o maior parceiro econômico da Coreia do Norte, mas diz não ser capaz de, sozinha, fazer com que Pyongyang encerre o programa nuclear e de mísseis. O que não veio a suceder. E reconheceu que Moscou está "muito preocupada" pelas ameaças de Washington de um possível ataque preventivo e as agressivas respostas de Pyongyang. A isto Trump respondeu: "Espero que Kim Jong-un escolha outro caminho", pois, se não o fizer, a Coreia do Norte "enfrentará algo que nunca foi visto".

Exemplo desta atmosfera de tensão, e também de receio, o The New York Times publicava na edição de sexta-feira um mapa com pormenores do alcance dos mísseis balísticos intercontinentais norte-coreanos, revelando que, pelo menos no plano teórico, estes cobrem agora praticamente todo o território europeu, incluindo Portugal continental, além dos EUA e do Médio Oriente.

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