Assalto em Tancos. PSD quer esclarecimentos através do Parlamento

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Em conferência de imprensa, Costa Neves, dirigente social-democrata disse-se "incrédulo" face às declarações de Azeredo Lopes e afirmou que, sempre que o governo de António Costa se pronuncia sobre a matéria, piora a situação em termos do apuramento das responsabilidades. "Então o que é que se fez nestes dois meses e meio?", questionou Carlos Costa Neves, deputado do PSD.

Costa Neves criticou que "sem nenhuma comunicação prévia ao parlamento ou partilha de informação", Azeredo tenha esta declaração, o que o PSD afirma que ultrapassa o ridículo: "Quando se pensa que não pode ser pior, é pior". Referindo-se à falta de provas visuais, testemunhais ou confissão sobre o roubo de armas em Tancos, Azeredo Lopes admite que, "no limite, pode não ter havido furto nenhum", frisando que o inquérito em curso ainda não tem conclusões definitivas.

"É por isso que se ocultam factos e esta incompetência existe e se revela com mais força", considerou Costa Neves, afirmando que "não chegam encenações nem fazer de conta".

O CDS acusa o ministro da Defesa de especular e vai exigiu, este domingo, que o ministro Azeredo Lopes vá ao parlamento esclarecer as suas declarações nas quais admitiu que pode não ter havido um assalto em Tancos.

O deputado Carlos Costa Neves afirmou que os sociais-democratas farão "todas as diligências até ao esclarecimento total do assunto", salientando que se trata de "um assunto muito sério nos domínios da segurança interna e externa".

"Tudo se faz para que as situações não se apurem e para que se disfarcem os fracassos e as incapacidades", realçou o deputado que se mostrou preocupado com a imagem de Portugal junto dos seus aliados.

Como o ministro continua em funções, o CDS não tem outra alternativa senão pedir a sua presença na Comissão de Defesa para explicar o que está a acontecer, concluiu João Rebelo.

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