Sem apuramento dos votos, "as eleições são roubadas" — Angola

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Um dos mais mediáticos opositores ao regime de José Eduardo dos Santos criticou o Presidente de Portugal por... falar antes do tempo.

À contestação levantada pelo apuramento dos votos, juntam-se críticas a Marcelo Rebelo de Sousa.

Rafael Marques conclui que os dados apresentados à Comissão Nacional de Eleições foram com certeza recolhidos num "centro de contagem alternativos da MPLA".

Os resultados definitivos oficiais nacionais, divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), colocam o MPLA em primeiro lugar, com 4.164.157 dos votos (61,07%).

"Não houve apuramento de votos em 14 das 18 províncias de Angola (.), sem esse apuramento, as eleições são roubadas", contou o jornalista e ativista dos direitos humanos à margem se um seminário no Parlamento Europeu, em Bruxelas. A UNITA fez saber esta quinta-feira que considera os resultados das eleições "inválidos", pois defende que "não existiu um correto apuramento dos resultados provinciais".

Com maioria qualificada, o partido no poder em Angola desde 1975 elegeu os seus candidatos a Presidente e Vice-Presidente da República, João Lourenço e Bornito de Sousa, respectivamente, bem como 150 dos 220 deputados à Assembleia Nacional. Esta formação política, na voz do seu líder Quintino Moreira foi a única, até ao momento, que reconheceu a vitória do MPLA e do seu candidato João Lourenço.

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