STF julgará suspeição de PGR na quarta-feira

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Caberá ao Plenário do Supremo Tribunal Federal decidir se nova denúncia contra Michel Temer será suspensa até que a Procuradoria-Geral da República investigue irregularidades no acordo de delação premiada de executivos do grupo J&F, controlador do frigorífico JBS.

Janot está na iminência de levar ao Supremo uma segunda denúncia formal contra Temer, agora por suposta obstrução de Justiça.

A delação da JBS serviu como base para a PGR oferecer a primeira denúncia contra o presidente, que foi barrada na Câmara no início de agosto.

Os advogados de Temer ganharam fôlego com o áudio de quatro horas que provocou um terremoto no caso JBS.

No despacho, o ministro argumenta que o pedido do advogado de Temer, Antonio Claudio Mariz, é "questão preliminar inédita e com repercussão geral relevante, apta a indicar seja conveniente e oportuno definição colegiada", escreveu.

A defesa do presidente alega que, nessa conversa, Saud disse a Joesley que Janot "iria ou irá trabalhar" no mesmo escritório onde foi atuar o ex-procurador Marcelo Miller. O procurador-geral da República prepara uma acusação que se fundamenta em delações anteriores à do Grupo J&F e também a um acordo posterior, o do corretor Lúcio Funaro, apontado pelas investigações como "operador de propinas" do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Os defensores do presidente insistem para que o plenário do Supremo julgue imediatamente recurso - agravo regimental - na arguição de suspeição de Janot.

O caso será analisado menos de uma semana antes da saída de Janot do cargo, o que acontece no dia 17.

"No presente caso, a atuação parcialepassional de autoridades e o descrédito de colaboradores comprometerão a higidez de qualquer processo, em verdadeira afronta ao Estado Democrático de Direito", afirma Mariz de Oliveira.

"Com efeito, as alegações exteriorizadas pela defesa não permitem a conclusão da existência de relação de inimizade capital entre o Presidenteda República e o Procurador-Geral da República, tampouco que o Chefe Ministério Público da União tenha aconselhado qualquer das partes", afirmou Fachin na decisão em que negou o pedido de suspeição para tirar Janot da investigação.

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