Mútua fica com 98,28% do fundo do Montepio

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A Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) passou a deter 393,1 mil unidades de participação do fundo de participação da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) na sequência da OPA lançada em Julho, um montante que representa 98,28% do instrumento representantivo de capital no banco Montepio. Tomás Correia, presidente da Associação Mutualista, classifica a operação como um "inquestionável sucesso". No arranque da oferta, detinha 85,43%, pelo que, esta segunda-feira, foi anunciado que a associação fica com 98,28% do fundo da Caixa Económica.

Apenas 1,72% do fundo não foi adquirido nesta oferta, ou seja, 6.897.008 unidades de participação.

Ao todo, o Montepio gastou 44 milhões de euros na compra dos 11,05% que adquiriu na oferta, através do serviço de centralização de bolsa.

Garantido é que a CEMG não se mantém no PSI20 e a sua exclusão produz efeitos esta terça-feira, dia 12 de setembro, conforme determinou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Mais, a negociação das unidades de participação vai ser suspensa também já na terça-feira. Operação que irá ser formalizada já na próxima quinta-feira, 14 de Setembro. A transformação da CEMG numa Instituição Financeira da Economia Social é uma etapa fundamental para o reforço do setor da economia social em Portugal.

Já o secretário de Estado Adjunto e das Finanças destacou, num encontro com jornalistas, que "o interesse na diversificação (da estrutura acionista do Montepio) é útil".

Com a conclusão da OPA a Mutualista dá mais um passo decisivo na abertura de capital do banco a outros parceiros do sector social, nomeadamente a Santa Casa da Misericórdia.

A CEMG teve lucros de 13 milhões de euros entre janeiro e junho deste ano, que compara com o prejuízo de 68 milhões de euros registados no primeiro semestre de 2016.

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