Processo de estabilização da economia se consolidou, aponta ata do Copom

Ajustar Comente Impressão

O Banco Central chegou a discutir os benefícios da antecipação tempestiva do ciclo de afrouxamento monetário, mas julgou mais benéfico sinalizar o encerramento gradual diante das circunstâncias atuais de inflação baixa e indícios de recuperação econômica. "Um processo gradual facilita a comunicação e permite o acúmulo de mais evidências sobre o comportamento da economia à época de encerramento do ciclo". "De forma geral, os membros do Comitê concordaram que, tudo o mais constante, há benefícios em se promover encerramento gradual de ciclos monetários", cita o documento.

Mas, segundo o documento, no caso atual, os integrantes do Copom avaliaram adequado sinalizar o encerramento gradual do ciclo.

O Comitê de Política Monetária (Copom) repetiu a explicação de que há correlação entre a extensão do ciclo de flexibilização monetária e o ritmo de corte no patamar de juro. O grupo cita como riscos os efeitos secundários do choque de alimentos e a propagação do nível corrente baixo de inflação produzindo inflação prospectiva abaixo do esperado. Para o BC, o Copom também está preparado para reagir a possível risco de "impacto inflacionário de um eventual revés do cenário internacional num contexto de frustração das expectativas com ajustes e reformas". Este risco, na avaliação do colegiado, se intensifica no caso de uma reversão do atual cenário externo.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve reduzir o ritmo de cortes na taxa básica de juros e já antevê o fim do ciclo de redução da Selic.

Durante o encontro, os membros do colegiado voltaram a debater "os riscos associados ao processo de normalização da política monetária em economias centrais e aos rumos da economia chinesa, com possíveis impactos sobre o apetite ao risco por ativos de economias emergentes". "O processo de reformas, como as recentes aprovações de medidas na área creditícia, e de ajustes necessários na economia brasileira, contribui para a queda da sua taxa de juros estrutural. Esses esforços são fundamentais para a retomada da atividade econômica e da trajetória de desenvolvimento da economia brasileira". "A economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego", acrescentaram os membros do colegiado.

Nesse cenário, a autoridade monetária leva em consideração as estimativas contidas na pesquisa Focus.

Segundo a expectativa das instituições financeiras, após cair para 7% ao ano em dezembro de 2017, o que seria o menor patamar da história, a taxa básica de juros da economia brasileira deverá ficar estável até o final de 2018, quando deve subir para 7,25% ao ano.

No caso do cenário de mercado, as projeções indicam que o BC caminha para o cumprimento da meta de inflação projetada para este e o próximo ano.

Comentários