[Vídeo] Zezé Di Camargo diz que nunca houve ditadura militar no Brasil

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Zezé Di Camargo voltou a ser notícia na última segunda-feira (11), mas dessa vez não foi por nenhuma confusão envolvendo Graciele Lacerda ou Zilu Godói, e sim por declarações polêmicas que o cantor fez sobre a ditadura militar ao programa da jornalista Leda Nagle no Youtube. Defendeu a tese de que o Brasil nunca passou por uma ditadura, mas, em sua visão, por um "militarismo vigiado".

Leda lembrou que na época em que os militares tomaram o poder em 1964 (e lá permaneceram por 21 anos) houve muitas prisões, tortura e mortes.

"Eu vou falar um absurdo aqui para você, vão me criticar, jornalistas vão falar de mim, achar que sou um maluco".

"Nós não vivíamos numa ditadura, nós vivíamos num militarismo vigiado", disparou Zezé Di Camargo, que antes mesmo de falar, sabia que viraria assunto. Eu fico com pena de como nossos políticos usaram aquela liberdade que conquistamos ao sair do militarismo, e muita gente confunde militarismo com ditadura.

Quer receber notícias sobre cultura via WhatsApp? Ditadura é a Venezuela, Cuba com Fidel Castro, Hungria, Coreia do Norte, China, esses são realmente ditadores. O próprio Chile, do Pinochet. "A Argentina também viveu isso", ressaltou o cantor.

"O Brasil nunca chegou a ser uma ditadura daquelas que ou você está a favor ou você está morto", disse o músico à jornalista. No Brasil, segundo o "aspirante a cientista político" Zezé di Camargo, no Brasil, aquela fase dos militares no poder "não chegou a ser tão sangrenta, tão violenta, como a gente vive até hoje, no mundo de hoje". Não dá para acreditar que muita gente ainda acredita que uma ditadura vai dar certo. "Mas eu acho, eu acredito, as pessoas vão me achar maluco, não quero isso jamais pro Brasil, mas eu imagino que o Brasil hoje precisaria passar por uma depuração", opinou. O Brasil até podia pensar no militarismo para reorganizar a coisa e entregar de novo, limpamos essa corja e está aqui o Brasil democrático de novo, como queria. "Me considero um cara muito politizado". Eu não imagino eu sendo um político. Já tive convite pra isso, já conversei com alguns políticos e eles ficam impressionados com o meu conhecimento político. "Mas não tenho vocação pra exercer", explicou ele.

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