Cerca de 1,1 milhões sem eletricidade na Florida — Furacão Irma

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O Irma, que recuperou ontem a categoria 4 numa escala de 5 e depois desceu para 3, deslocava-se para a costa Oeste da Florida a 15 quilómetros por hora. Especialistas dizem não haver registos de uma tempestade a este nível.

O recorde de intensidade pertencia ao tufão Hayan, nas Filipinas em 2013, que manteve ventos de 298 Km/hora durante 24 horas.

O presidente executivo da companhia de eletricidade da Florida, Eric Silagy, afirmou que o Irma causou o maior estrago da história da empresa, e relatou que quase 20 mil trabalhadores estão envolvidos nos trabalhos para restabelecer a energia, um trabalho que pode prolongar-se por semanas.

Até o meio-dia do sábado cerca de 6,3 milhões de habitantes da Flórida e da Geórgia tinham recebido a ordem de retirada, e mais de 54 mil estão nos 385 refúgios estabelecidos até agora.

Sem precedentes foi também o tamanho da tempestade.

A extensão do furacão chegou às 425 milhas (683 quilómetros).

Fazem-se, então, contas aos prejuízos e, apesar de os números não pararem de aumentar, as estimativas apontam para que aquela que se previa ser a tempestade mais cara de que há registo nos Estados Unidos ter, na realidade, causado uma onda menor de destruição do que a esperada.

Destes 12 casos mortais relacionados com o Irma, seis deveram-se a acidentes rodoviários devido ao mau tempo, quatro pessoas morreram enquanto se preparavam para a chegada do furacão, um eletrocutado e o último de um ataque de coração enquanto tentava ligar um gerador elétrico, descreve a agência noticiosa Efe.

Entretanto, ao início da tarde (hora de Lisboa), o Irma transformou-se em tempestade tropical. Nesta área, o furacão deixou devastação e ainda a ameaça de ocorrência de ondas perigosas.

As outras duas mortes registaram-se na localidade de Hardee, no interior da Florida, e terão ocorrido na sequência de um choque frontal de automóvel provocado pelas fortes chuvas associadas ao furacão.

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