Ex-procurador atuou pela J&F, diz Janot

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Antes de assumir uma vaga no escritório Trench, Rossi e Watanabe, responsável por negociar a delação do grupo J&F, o então procurador Marcello Miller tratava do tema em e-mails enquanto ocupava cargo no Ministério Público. A informação consta no pedido de prisão de Miller, do empresário Joesley Batista, dono da J&F, e do executivo do grupo Ricardo Saud feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot na sexta-feira passada.

No mesmo dia, o ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido de prisão temporária de Joesley e Saud, mas não de Miller.

Em depoimento prestado na semana passada, o advogado e delator da J&F Francisco de Assis afirmou que a empresa assinou contrato com o escritório Trench Rossi Watanabe para que a banca tratasse da leniência no dia 6 de março.

Ainda segundo o Procurador-Geral, nestas mensagens o então membro do Ministério Público discutia com uma advogada da empresa a questão de "voos para reuniões, referencias a orientações à empresa J&F e inícios de tratativas".

EXPRESSO perguntou ao escritório de advocacia se mais alguém, além de Esther, concorrera para a contratação de Miller. O escritório encaminhou a seguinte nota: "Trench Rossi Watanabe confirma que está auxiliando as autoridades competentes e continua à disposição das mesmas, a exemplo de como tem se portado ao longo de seus mais de 50 anos de trajetória no mercado brasileiro de serviços jurídicos, sempre pautados pela ética e transparência". O escritório comunicou ainda que todos os documentos solicitados pela PGR foram entregues e reiterou que Miller não faz mais parte do quadro de advogados.

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