Joesley Batista e Saud são levados para Brasília em avião da PF

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O empresário Joesley Batista e o ex-executivo da J&F Ricardo Saud se entregam por volta das 14h15 à Polícia Federal (PF), em São Paulo.

Também foi decretada pela Justiça Federal de São Paulo a prisão de Joesley Batista; irmão de Wesley, que, no entanto, já está detido desde o fim de semana por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

As apurações miram o suposto uso de informações privilegiadas em transações entre abril e 17 de maio de 2017, data em que foram reveladas as primeiras informações da colaboração dos dois com a PGR (Procuradoria-Geral da República). Ele deverá permanecer na carceragem da Polícia Federal na capital até sexta (15), caso sua prisão temporária não seja prorrogada. O regime das detenções poderá ainda ser convertido para preventivo, que é quando não há prazo para soltura.

O pedido de prisão foi feito depois de Janot concluir que os colaboradores esconderam do Ministério Público fatos criminosos que deveriam ter sido contados nos depoimentos.

Para o advogado Pierpaolo Cruz Bottini, responsável pela defesa de Wesley, a prisão dos irmãos Batista nesse inquérito é absurda e configura uma espécie de vingança contra aqueles que colaboram com a Justiça. Além da prisão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva de outro dirigente da empresa. A investigação se refere ao lucro obtido pelos irmãos Batista com a compra de dólares às vésperas da divulgação da delação premiada dos executivos da J&F. O dólar disparou no dia seguinte, subindo mais de 8%, o que trouxe ganhos a empresa.

O empresário Joesley Batista, pivô da maior crise política já enfrentada pelo governo Temer, chegou preso em Brasília segurando e beijando 1 terço. As penas variam de um a cinco anos de prisão e multa de até três vezes o valor da vantagem ilícita obtida.

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