Austrália condena último teste de míssil da Coreia do Norte

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O míssil foi disparado de um local próximo a Pyongyang, poucos dias depois da aprovação pelo Conselho de Segurança da ONU da oitava série de sanções para tentar convencer o regime norte-coreano a renunciar aos seus programas balístico e nuclear. Segundo o Exército da Coreia do Sul, o míssil atingiu uma altitude de cerca de 770 quilómetros e viajou 3700 quilómetros antes de cair nas águas que banham a ilha nipónica de Hokkaido - uma "ação provocatória perigosa" que, garantiu o primeiro-ministro japonês, o país "nunca irá tolerar". Neste pacote, vetava-se as exportações norte-coreanas de carvão, ferro e frutos do mar, depois do lançamento - em meados de agosto - de um míssil de médio alcance que sobrevoou o Japão.

De acordo com Onodera, a Coreia do Norte continuará realizando "ações similares" ao teste desta quinta por causa das novas sanções a Pyongyang impostas pela ONU na segunda (11). A jornalistas, o premiê australiano comentou que o lançamento nesta sexta-feira, juntamente com "explosões violentas de propaganda ameaçando o Japão e os Estados Unidos", eram sinais de que as sanções não estão funcionando.

Ele ainda pediu por ainda mais sanções contra Pyongyang.

O general afirmou que apesar de ele não estar em posição de confirmar o teste, ele presume que o tamanho da explosão ocasionada, entre outros fatores, leva a crer que se tratou de uma bomba de hidrogênio, o que seria um salto muito além dos testes atômicos realizados pela Coreia do Norte anteriormente.

Na nota, a Coreia do Sul foi citada como traidora e, ainda, cachorra dos Estados Unidos, em uma referência ao alinhamento dos dois países.

A China se opõe ao desenvolvimento de armas nucleares da Coreia do Norte, mas teme que uma maior pressão econômica leve o vizinho ao colapso.

A nova resolução prevê limitar as entregas de petróleo à Coreia do Norte a seu nível dos 12 últimos meses.

"Está claro que um embargo petroleiro total será muito difícil de conseguir por parte do Conselho de Segurança porque só afetaria a China", reconheceu Tillerson durante uma coletiva de imprensa com seu homólogo britânico Boris Johnson, ao fim de uma visita de 24 horas em Londres. "A China e a Rússia têm de demonstrar as intolerâncias delas contra este lançamento temerário tomando ações diretas próprias".

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