Coreia do Norte ameaça usar armas nucleares para 'afundar' o Japão

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A ONU aprovou na segunda-feira o oitavo pacote de sanções contra a Coreia do Norte, destinadas a isolar economicamente o país em resposta ao sexto e mais potente até à data ensaio nuclear, realizado a 03 de setembro.

"As quatro ilhas do arquipélago devem ser afundadas no mar por uma bomba nuclear do Juche".

Hoje, o Conselho de Segurança da ONU irá reunir-se a pedido dos EUA e Japão.

Nesta sexta, o líder do país, Kim Jong-un, havia ameaçado "afundar" o Japão e "reduzir a cinzas e escuridão" os Estados Unidos por conta dessas novas sanções.

A Chancelaria norte-coreana também rejeitou a resolução, classificando-a de "odiosa provocação destinada a privar a Coreia do Norte de seu legítimo direito à autodefesa e a sufocar seu Estado e seu povo por meio de um bloqueio econômico de grande envergadura".

Da Rússia, o Kremlin emitiu uma condenação "firme" ao país asiático.

O comunicado informa que o tema será analisado por Guterres durante as reuniões que ocorrerão nas Nações Unidas na próxima semana, por ocasião do debate anual de alto nível da Assembleia Geral.

Tillerson disse que será "muito difícil" para a China concordar com um embargo contra o vizinho, mas pediu que Pequim, como uma "potência mundial", use sua força como fornecedor de praticamente todo o petróleo da Coreia do Norte.

"Isto demonstra claramente que a Coreia do Norte dispõe de alcance suficiente - embora talvez não tenha a precisão - para aplicar o projeto Guam", completou. Poucos dias depois, entretanto, o regime norte-coreano recuou e adiou o projeto. Se confirmado, este é o segundo míssil em menos de um mês disparado em direção ao Japão. "Não recolham nenhum objeto que possam encontrar", afirmava o alerta.

A China é o principal aliado diplomático e maior parceiro comercial da Coreia do Norte.

Seul respondeu com testes militares que incluíram o lançamento de mísseis Hyunmu no mar do Japão, segundo o ministério da Defesa. Na quarta-feira, as forças armadas sul-coreanas disseram que o míssil Taurus - lançado a partir de um jato F-15 - viaja através de obstáculos a baixa altitude até atingir um alvo específico.

O presidente sul-coreano Moon Jae-In declarou ao Conselho de Segurança Nacional que o diálogo com o Norte é "impossível em tal situação".

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