Coreia do Norte dispara míssil que sobrevoa Japão

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O ministro de Defesa do Japão, Itsunori Onodera, afirmou nesta sexta-feira que o governo norte-coreano tinha "Guam em mente" ao disparar o míssil. O projétil caiu nas águas do Pacífico.

- Essas provocações repetidas da parte da Coreia do Norte são inadmissíveis, e protestamos nos termos mais fortes - afirmou Suga numa entrevista coletiva.

"O Conselho de Segurança da ONU é composto por países sem princípios e, em consequência, uma ferramenta tão inútil deve ser dissolvida imediatamente", diz o comunicado da KCNA.

O Japão emitiu um alerta à população através de telefones celulares e da televisão, avisando sobre o lançamento da Coreia do Norte e pedindo que se abrigassem.

O lançamento desta quinta-feira ocorreu poucos dias após o Conselho de Segurança da ONU aprovar novas sanções à Coreia do Norte, incluindo a proibição das exportações de têxteis e a limitação de remessas de produtos petrolíferos.

O Conselho da União Europeia (UE), que reúne os Estados membros, ampliou nesta sexta-feira suas sanções contra a Coreia do Norte ao incluir mais três instituições e um indivíduo na lista de pessoas e entidades propensas à congelamento de ativos e restrições de viagens.

Um pouco antes, o secretário-geral da Otan, Jean Stoltenberg, pediu "uma resposta mundial". "Ambos os países devem expressar a sua intolerância para com estes negligentes lançamentos de misseis tomando ações diretas".

Não foi detectada qualquer colisão com barcos ou aviões na região. Porém, o plano poderia trazer consequências ruins para a economia americana. Os líderes das 15 nações ainda pediram que o líder do país, Kim Jong-un, mostre um compromisso com a diminuição das ameaças.

O exército sul-coreano realizou um exercício usando míssil balístico, um Hyunmoo-II, lançando-o da sua costa leste. A China e a Rússia também protestariam com vigor.

"O coração do problema é a oposição entre Coreia do Norte e EUA (.) A China não está na origem da escalada de tensões", reagiu o porta-voz da diplomacia chinesa, Hua Chunying.

As autoridades sul-coreanas e norte-americanas estão a investigar os detalhes do lançamento.

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