Coreia do Norte dispara novo míssil que sobrevoa o Japão

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O governo japonês alertou a população após o lançamento de um míssil norte-coreano próximo às ilhas de Hokkaido, no Japão, nesta quinta-feira (14).

A emissora pública nipónica NHK avançou entretanto com mais pormenores, tendo informado que o míssil sobrevoou a ilha norte de Hokkaido e aterrou no Pacífico, a cerca de dois mil quilómetros a Leste do Japão.

A Coreia do Norte lançou um novo míssil balístico esta quinta-feira (sendo que já era sexta-feira naquela região do globo), fazendo accionar de imediato os alarmes a nível internacional e levando a uma análise pronta, por militares norte-americanos e sul-coreanos, do tipo de arma, avançou o The Guardian.

Há poucas semanas, a Coreia do Norte disparou um míssil que sobrevoou o Japão, e na altura Tóquio considerou o lançamento como uma "ameaça sem precedentes".

O novo desafio norte-coreano ocorreu depois que, na segunda-feira passada (11), o conselho aprovou novo pacote de sanções econômicas contra o regime, pelo teste nuclear do último dia 3 de setembro.

"É um alcance que permite atingir Guam", disse Onodera sobre a base militar no Pacífico que fica a 3.400 quilômetros da Coreia do Norte.

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Engineering Design Bureau Senador russo mísseis da Coreia do Norte não ameaçam Rússia

O chefe da diplomacia norte-americana dirigiu o apelo particularmente à China e à Rússia, que têm estreitos laços com a Coreia do Norte, e exortou Pequim e Moscovo a mostrar a sua "intolerância face a estes imprudentes lançamentos de mísseis e a empreender as suas próprias ações diretas" contra Pyongyang.

"Está claro que um embargo petroleiro total será muito difícil de conseguir por parte do Conselho de Segurança porque só afetaria a China", reconheceu Tillerson durante uma coletiva de imprensa com seu homólogo britânico Boris Johnson, ao fim de uma visita de 24 horas em Londres.

"A China fornece à Coreia do Norte quase todo o seu petróleo".

"Estas contínuas provocações apenas aprofundam o isolamento diplomático e económico da Coreia do Norte", completou o secretário de Estado norte-americano.

Também nesta sexta, o líder do país, Kim Jong-un, havia ameaçado "afundar" o Japão e "reduzir a cinzas e escuridão" os Estados Unidos por conta dessas novas sanções.

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