Coreia do Norte faz novo lançamento de míssil em território japonês

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"A adoção de uma ilegal e maléfica nova 'resolução de sanções' impulsionadas pelos Estados Unidos constitui uma oportunidade para que a Coreia do Norte comprove que o caminho que escolheu é absolutamente correto", declarou a chancelaria norte-coreana em um comunicado publicado pela agência oficial KCNA.

Segundo a imprensa local, o teste teria sido feito a partir de uma base próxima à capital, Pyongyang.

O lançamento ocorre na semana em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, por unanimidade, as mais duras sanções econômicas contra o país, vetando a compra dos países-membros de produtos têxteis norte-coreanos e limitando a venda de derivados do petróleo para Pyongyang.

O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Taro Kono, manteve hoje uma conversa ao telefone com o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, para analisar e estudar uma resposta conjunta ao novo disparo de míssil realizado hoje pela Coreia do Norte.

"Exerceremos máxima pressão sobre a Coreia do Norte até conseguirmos que mostre um claro compromisso rumo à desnuclearização e se sente à mesa das negociações", acrescentou.

A presidência sul-coreana convocou, de imediato, uma reunião do Conselho Nacional de Segurança devido ao lançamento. O artefato percorreu uma distância de 3.700 quilômetros e sobrevoou o norte do Japão, antes de cair no oceano, a quase 2.000 quilômetros ao leste da costa da ilha nipônica de Hokkaido.

O regime de Kim Jong-un tinha estendido, na quinta-feira, a sua ameaça nuclear ao Japão e à Coreia do Sul, recriminando-os pelo "ardente" apoio aos Estados Unidos na busca de novas sanções e defendendo o desejo do exército e do povo de os "liquidar".

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