Coreia do Norte faz novo lançamento de míssil

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A explosão teve uma potência de 250 quilotoneladas, 16 vezes superior à da bomba lançada pelos Estados Unidos sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945, segundo as mais recentes estimativas divulgadas pelo portal especializado na Coreia do Norte, 38 North, com base na revisão em alta da magnitude do abalo gerado feita pela Organização do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares.

Em novo desafio à comunidade internacional, a Coreia do Norte prometeu nesta quarta-feira (13) acelerar os seus programas militares.

Mais cedo, o secretário de Estado americano, Rex Rillerson, condenou o novo lançamento de míssil e cobrou ações efetivas de Pequim e Moscou contra Pyongyang.

O Ministério sul-coreano da Defesa frisou, citado pelo The Telegraph, que este míssil terá provavelmente percorrido uma distância de 3.700 quilómetros e atingido uma altitude máxima de 770 quilómetros - ou seja, mais alto e com maior alcance do que o anteriormente lançado. "Só aí a nação coreana poderá prosperar num território unificado", afirmou o regime, segundo a agência noticiosa oficial norte-coreana.

"É um alcance que permite atingir Guam", que fica a 3.400 km da Coreia do Norte, afirmou o ministro japonês Itsunori Onodera. Se confirmado, este é o segundo míssil em menos de um mês disparado em direção ao Japão.

A emissora pública nipónica NHK avançou entretanto com mais pormenores, tendo informado que o míssil sobrevoou a ilha norte de Hokkaido e aterrou no Pacífico, a cerca de dois mil quilómetros a Leste do Japão.

Tóquio ativou o sistema de emergência J-Alert em vários pontos da região norte do país. O monitoramento do governo do Japão relatou que o projétil foi lançado a partir do Aeroporto de Sunan, em Pyongyang.

O presidente sul-coreano Moon Jae-In declarou ao Conselho de Segurança Nacional que o diálogo com o Norte é "impossível em tal situação".

A Coreia do Norte acusou o órgão da ONU de se ter convertido numa "ferramenta do mal" que serve os EUA, defendendo que em vez de garantir a paz e a segurança "destrói-a sem piedade".

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