Coreia do Norte lança novamente míssil em direção ao Japão

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Ele sobrevoou a ilha japonesa de Hokkaido e caiu 20 minutos depois em águas do oceano Pacífico.

"Não podemos nunca tolerar que a Coreia do Norte pisoteie a decisão forte e unida da comunidade internacional rumo à paz, demonstrada nas resoluções da ONU, e insista neste ato ultrajante", disse Abe à imprensa em Tóquio.

O míssil sobrevoou a ilha de Hokkaido às 7.06 horas de sexta-feira (23.06 horas em Portugal continental), precisaram as autoridades japonesas, que indicaram que o sistema de aviso J-Alert foi acionado em várias regiões do norte do arquipélago. A Casa Branca revelou também que o Presidente Donald Trump já foi informado do sucedido.

O Pentágono confirmou o lançamento. Os cientistas do Norte trabalham há décadas para construir um dispositivo nuclear pequeno o suficiente para caber na ponta de um míssil de longo alcance para atingir um alvo a milhares de quilômetros de distância.

"O Comando americano do Pacífico determinou que este míssil balístico não representou uma ameaça para Guam", acrescentou o Pentágono.

Esta sexta-feira o Conselho de Segurança vai voltar a reunir-se em Nova Iorque a pedido do Japão e dos EUA.

A reunião será realizada às 15H00 de Nova York (16H00 de Brasília), segundo a presidência etíope do Conselho. Um diplomata disse à France Presse que o debate acontecerá a portas fechadas.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas vai se reunir a portas fechadas nesta sexta-feira para tratar do mais recente lançamento do míssil da Coreia do Norte contra o Japão.

Ele ainda pediu por ainda mais sanções contra Pyongyang.

Minutos antes da posição do executivo japonês, a agência de notícias sul-coreana, Yonhap, tinha afirmado que Pyongyang lançou um míssil não identificado. A medida proíbe as exportações têxteis de Pyongyang e restringe o seu abastecimento em petróleo e gás.

Para Tillerson, as "provocações" feitas pela Coreia do Norte vão aprofundar seu o isolamento político e econômico. "A China e a Rússia têm de demonstrar as intolerâncias delas contra este lançamento temerário tomando ações diretas próprias".

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