Defesa de Temer reafirma pedido de suspensão de eventual denúncia

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Está marcada para a próxima quarta-feira a retomada do julgamento, iniciado na quarta-feira (13), que analisa a possibilidade de suspender a apresentação de denúncia contra o presidente da República baseada nas provas obtidas por meio da delação dos executivos da J&F - holding que controla a JBS.

Ainda segundo a nota, a segunda denúncia -na qual Temer é acusado de chefiar uma organização criminosa e de obstruir a Justiça- está "recheada de absurdos" e o presidente "tem certeza de que, ao final de todo o processo prevalecerá a verdade e não mais versões, fantasias e ilações".

O documento da PGR tem como base as delações de executivos da JBS e do corretor de valores Lúcio Funaro, que teve delação premiada homologada. O relator da Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin, discordou e, por isso, levou a decisão para o plenário. As informações dadas por Lúcio Funaro já estão incluídas nesta denúncia apresentada na tarde desta quinta-feira (14).

"Não houve por parte do presidente da República, ao contrário do que afirma a denúncia, não houve nenhuma ação em que ele, presidente de República, tivesse solicitado, recebido, favorecido ou aceitado qualquer benesse, elementares do crime de corrupção", afirmou Mariz. O procurador-geral pretende enviar ainda nesta semana - a última de seu mandato à frente da Procuradoria-Geral da República - uma denúncia contra Temer por formação de organização criminosa. Investigações da Polícia Federal apontam indícios de autoria de crimes cometidos pelo presidente e outros integrantes da cúpula do partido, segundo inquérito entregue ao STF na segunda-feira (11).

O principal motivo para a mudança de postura do ministro em relação à primeira denúncia foi a possibilidade de cancelamento do acordo de colaboração premiada de Joesley Batista e de Ricardo Saud.

Em agosto, a Câmara rejeitou conceder uma autorização para que o Supremo julgasse uma denúncia contra Temer por corrupção passiva.

Os delatores argumentam que apenas consultaram Miller em linhas gerais sobre o processo de delação e que acreditavam que ele já havia saído da PGR. Depois disso esse mesmo procurador se desligou do Ministério Público e foi trabalhar no escritório de advocacia que defende os irmãos Batista.

Joesley e Saud tiveram prisão decretada por Fachin.

Ao proferir novamente voto, Fachin, que é relator do caso, negou o pedido de suspeição e afirmou que Janot não é parcial na condução das investigações.

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