Defesa dos irmãos Batista entra com recurso para anular prisão

Ajustar Comente Impressão

Os advogados recorrem da decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que negou, também nesta sexta, um pedido de liberdade apresentado ao tribunal.

Em nota, o advogado Pierpaolo Cruz Bottini, que representa a defesa de Joesley e Wesley, anunciou que aprópria decisão da juíza Tais Ferracini "reconhece a ausência de fato novo apto a justificar a prisão".

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, ajuizou na noite desta sexta-feira um novo pedido de habeas corpus para os irmãos Joesley e Wesley Batista - presos nesta semana por terem descumprido cláusulas do acordo de delação premiada. Os irmãos são acusados de insider trading, uso de informação privilegiada para lucrar no mercado financeiro.

Os defensores argumentam ainda que Wesley Batista não teve seu acordo de colaboração premiada suspenso.

"Insider trading" é como é apelidada no mercado a prática de se beneficiar de informações ainda não divulgadas.

Joesley foi preso temporariamente por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, por suspeita de violação de sua delação premiada. Joesley já estava preso desde a tarde de domingo (10), após se entregar à Polícia Federal em São Paulo e ser transferido para Brasília na manhã seguinte.

Os dois empresários tiveram mandado de prisão expedido pela 6ª Vara Federal em São Paulo por conta de suspeitas de crimes contra o sistema financeiro em manobras realizadas às vésperas da divulgação das delações premiadas de executivos da JBS.

O segundo fato investigado é a intensa compra de contratos de derivativos de dólares entre 28 de abril e 17 de maio por parte da JBS S/A, em desacordo com a movimentação usual da empresa.

Os empresários estão presos no âmbito da Operação Acerto de Contas, deflagrada nesta quarta-feira, 13. O documento integra a representação pelo encarceramento dos empresários.

Comentários