Janot apresenta nova denúncia contra Temer

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A nova denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer deve ficar parada por pelo menos uma semana no Supremo Tribunal Federal, segundo avaliam ministros. Lúcio é apontado como operador financeiro do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Villela, que foi solto em agosto, foi detido por suspeita de vender informações sigilosas sobre investigações relacionadas à JBS.

Segundo uma fonte, o pedido de rescisão, parcial ou total, do acordo de delação premiada dos executivos da J&F não deverá fazer parte da denúncia. As omissões teriam sido reveladas por novos áudios de conversas entre o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e ex-executivo Ricardo Saud.

Além de Temer, foram denunciados por formação de organização criminosa os actuais ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), e os ex-ministros Geddel Vieira Lima (Articulação Política) e Henrique Eduardo Alves (Turismo), todos do núcleo político mais próximo do presidente. Agora, o procurador acusa os integrantes do chamado "quadrilhão do PMDB da Câmara". Mas Temer negou as acusações. Oturbulento mandato dele termina no domingo (17). Na segunda-feira 11, o STF suspendeu temporariamente a validade de toda a delação premiada. Em junho, Janot denuciou o presidente ao STF por crime de corrupção passiva.

A nova acusação deve ser submetida novamente aos deputados. A perspectiva é que os fatos delatados por Funaro nas investigações envolvendo os processos em que o colaborador está envolvido sejam usados para basear acusações contra parlamentares, ministros do governo e o presidente Michel Temer.

Janot protocolou a nova denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF). Depois disso esse mesmo procurador se desligou do Ministério Público e foi trabalhar no escritório de advocacia que defende os irmãos Batista.

Para a PGR, há indícios de que Miller tenha cometido o crime de exploração de prestígio, além da possibilidade de ter sido cooptado pela organização criminosa composta pelos executivos da JBS, "passando, em princípio, a integrá-la". Segundo a Polícia Federal, Temer tinha poder de comando nesse grupo e utiliza terceiros para executar tarefas sob seu controle.

Esta etapa deve ocorrer no prazo de até cinco sessões do plenário, mas os integrantes da comissão podem pedir vista do processo, por duas sessões plenárias, antes de discutir e votar o parecer.

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