Janot: Sofrer ataques é o custo por enfrentar modelo político corrupto

Ajustar Comente Impressão

Na segunda-feira (18), Raquel Dodge assume o comando do Ministério Público Federal (MPF), em posse que contará com a participação do presidente Michel Temer, responsável por sua nomeação.

Nessa quinta-feira (14), mesmo dia em que apresentou a segunda denúncia contra Temer, dessa vez por obstrução de justiça e organização criminosa, Janot esteve em sua última sessão no Supremo Tribunal Federal (STF). Gilmar esteve ausente no julgamento.

- Tenho sofrido nessa jornada, que não poucas vezes pareceu-me inglória, toda sorte de ataques. Mesmo antes de começar, sabia exatamente que haveria um custo por enfrentar esse modelo político corrupto e produtor de corrupção, cimentado por anos de impunidade e de descaso. Agora, porém, disse ele que tudo isso "se encontra nos escombros do passado".

Janot será substituído por Raquel Dodge, indicada para o cargo de procuradora-geral pelo presidente Michel Temer a partir de eleição interna da Associação Nacional dos Procuradores da República, que deu origem à lista tríplice enviada ao presidente para subsidiar sua escolha.

"O Brasil convulsiona no processo curativo do combate à corrupção e esta Corte é o esteio da estabilidade democrática".

Janot disse que se sentiu, durante os quatro anos em que ocupou a cadeira reservada à Procuradoria-Geral da República (PGR) no Supremo, acolhido e honrado por ter assistido de perto "parte significativa da história". "Entrego o cargo no próximo dia 17 com a convicção serena que militei até o último instante na defesa dos compromissos constitucionais assumidos há mais de 30 anos", disse o procurador.

Em nome do STF, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, agradeceu o trabalho de Janot.

Comentários