Justiça autoriza transferência temporária de Cunha para Brasília

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O juiz Vallisney designou inicialmente que a transferência de Cunha ocorresse na próxima segunda-feira (18), mas o departamento de Polícia Federal do DF vai aproveitar a transferência do empresário Joesley Batista para São Paulo, realizada nesta manhã, para mandar o mesmo avião a Curitiba buscar o ex-deputado. O peemedebista responde a um processo no Distrito Federal, referente à Operação Sépsis.

O ex-deputado Eduardo Cunha decolou, nesta sexta-feira (15), do Aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba (PR), em direção a Brasília, onde prestará depoimento sobre o processo que investiga desvios no Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS).

O pedido de transferência foi feito pela defesa de Cunha, que tem depoimentos marcados em Brasília para os dias 20 e 22 de setembro.

Já condenado em ação penal da Operação Lava Jato a 15 anos e 4 meses de prisão, Cunha volta à capital federal sem o menor resquício do poder que já exerceu por lá. O magistrado afirma na decisão que a medida possibilitará a Eduardo Cunha o "exercício pleno do seu direito de defesa".

Por ordem do juiz federal Sérgio Moro, Eduardo Cunha foi preso em 19 de outubro de 2016. Além dele, também foram denunciados pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça o presidente Michel Temer, os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, os ex-ministros Henrique Alves e Geddel Vieira Lima e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures.

O executivo do grupo Ricardo Saud foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda. É provável, inclusive, que, na próxima semana, ele seja colocado frente a frente com o delator Lúcio Funaro, que o apontou como operador do presidente Michel Temer.

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